segunda-feira, 6 de setembro de 2010

EspecialLUA NOVA/2

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- Você tem certeza de que quer fazer isso? - Jacob perguntou. - Você parece assustada.
- Eu estou bem - eu atirei. Eu chutei o trocador de marcha pra baixo.
- Muito bom - ele me parabenizou. - Agora, bem gentilmente, solte um pouco a embreagem.
Ele deu um passo pra trás se distanciando da moto.
- Você quer que eu solte a granada? - eu perguntei incrédula. Não era de estranhar que ele
estivesse se afastando.
- É assim que você se move, Bella. Só faça isso pouco a pouco.
Enquanto eu começava a soltar o meu aperto, eu fiquei chocada por ser interrompida por
uma voz que não era a do garoto ao meu lado.
- Isso é descuidado e infantil e idiota, Bella - a voz aveludada fumaçou.
- Oh! - eu fiquei sem fôlego e minha mão soltou a embreagem.
A moto pulou embaixo de mim, me jogando pra frente e depois caindo no chão meio em
cima de mim. O motor rosnou e depois parou de funcionar.
- Bella? - Jacob tirou a moto de cima de mim com facilidade. - Você está ferida?
Mas eu não estava escutando.
- Eu te avisei - a voz perfeita murmurou, clara feito cristal.
- Bella? - Jacob chacoalhou meu ombro.
- Eu estou bem - eu murmurei, confusa.
Mais que bem. A voz na minha cabeça estava de volta. Ela ainda estava ecoando nos meus
ouvidos - ecos macios, de veludo.
Minha mente correu rapidamente pelas possibilidades. Não havia nenhuma familiaridade alí -
numa estrada que nunca havia visto, fazendo uma coisa que eu nunca havia feito - não era deja
vu.
Então as alucinações devem ser desencadeadas por outra coisa... eu sentia a adrenalina
passando pelas minhas veias de novo, e aí eu pensei que tinha minha resposta.
Uma combinação de perigo e adrenalina, ou talvez só a estupidez.
Jacob estava me colocando de pé.
- Você bateu a cabeça? - ele perguntou.
- Eu acho que não - eu a balancei pra frente e pra trás, checando. - Eu não estraguei a
moto, estraguei? - Esse pensamento me preocupou.
Eu estava ansiosa pra tentar de novo, imediatamente.
Ser descuidada estava funcionando melhor do que eu esperava. Esqueça a quebra de
acordo. Talvez eu tivesse encontrado uma forma de gerar as alucinações - e isso era muito mais
importante.

- Não. Você só protelou o motor. - Jacob disse, interrompendo minhas rápidas especulações.
- Você soltou a embreagem rápido demais.
Eu balancei a cabeça. - Vamos tentar de novo.
- Você tem certeza? - Jacob perguntou.
- Absoluta.
Dessa vez eu mesma tentei dar a partida. Foi complicado; eu tive que pular um pouco pra
bater no pedal com força suficiente, e toda vez que eu fazia isso, a moto tentava me derrubar. As
mãos de Jacob ficaram no guidão, prontas pra me segurar se eu caísse...

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